Criada no dia 01 de Setembro de 1982, a Associação de Pais e Amigos dos
excepcionais (APAE), de Campina Grande - Paraíba, no Auditório do Museu de
Artes Assis Chateaubriand da Fundação Universidade Regional do Nordeste, por um grupo de pais de crianças excepcionais.
Somente em Setembro de 1993, duas pediatras, pais, profissionais e amigos se
reuniram com a intenção de criar um grupo de apoio aos pais de recém-nascidos, esse
grupo assumiu o desafio de fazer a instituição funcionar como alternativa.
De atendimento sócio-psico-pedagógico a
este segmento da sociedade.
A instituição é uma
organização não governamental que atende pessoas com deficiência intelectual e múltipla
e que lutam pelo direito, respeito, e a melhoria na qualidade de vida e a
inclusão social.
A APAE disponibiliza para seus alunos
educação básica, laboratório de informática, educação profissional, atendimento
psicológico, estimulação precoce, fisioterapia, fonoaudiologia, equiterapia e
assistência social. Além de muito carinho e amor a essas pessoas carentes de
respeito e reconhecimento pela sociedade.
Inúmeras famílias de Campina Grande e
cidades próximas são beneficiadas pelo atendimento oferecido pela APAE. Onde
muitas passam praticamente o dia todo na instituição, tendo-a como sua segunda casa.
Ana
Rodrigues, 37 anos, tem três filhos cadeirantes: Gabrielle Rodrigues de Moura,
Gabriel Rodrigues de Moura e Ingrid Rodrigues de Moura. Ana relata as
dificuldades enfrentadas na sua vida cotidiana na cidade de Campina Grande e a
cooperação e ajuda da instituição de ensino, para com ela e outras famílias de
deficientes.
“Como
tenho três filhos cadeirantes, eu não costumo andar de ônibus eu venho no carro
da prefeitura, mas enfrento muita dificuldade a maioria
dos locais ainda não são adaptados para cadeirantes, Campina Grande precisa de
muitas mudanças. Costumo dizer às pessoas que a APAE é minha segunda casa, tudo
que eu preciso a APAE me ajuda. Os meus filhos estudam em escola regular, só
fazem na APAE fisioterapia, a Grabielle entrou aqui não sabia fazer nada e hoje
está quase andando. A primeira vez quando eu vi andando no andador eu comecei a
chorar. Os meus filhos são presentes de Deus eu faço tudo por eles, eu vivo
para eles. (sic).”
Sendo a mais divertida e mais popular dos três Gabrielle nos concedeu uma entrevista:
Gabrielle você gosta da
APAE? O que você mais gosta de fazer aqui na APAE?
Gabrielle: Gosto. Gosto
mais de fazer fisioterapia.
Pergunto o por quê?
Gabrielle: no mesmo instante ela baixou sua
cabeça e não me respondeu;
Então perguntamos:
Gabrielle qual é o seu maior sonho?
Sobre um olha manso e
sereno, com os olhos cheios de lágrima ela respondeu:
Gabrielle: ‘’Andar’’
Reportagem: Steniel Vieira
Apoio: Deise Ribeiro
Edição: Anaisa Gouveia
Reportagem: Steniel Vieira
Apoio: Deise Ribeiro
Edição: Anaisa Gouveia
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