sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Apoio, equilíbrio Confiabilidade e carinho


      Criada no dia 01 de Setembro de 1982, a Associação de Pais e Amigos dos excepcionais (APAE), de Campina Grande - Paraíba, no Auditório do Museu de Artes Assis Chateaubriand da Fundação Universidade Regional do Nordeste, por um grupo de pais de crianças excepcionais. Somente em Setembro de 1993, duas pediatras, pais, profissionais e amigos se reuniram com a intenção de criar um grupo de apoio aos pais de recém-nascidos, esse grupo assumiu o desafio de fazer a instituição funcionar como alternativa.
De atendimento sócio-psico-pedagógico a este segmento da sociedade.
A instituição é uma organização não governamental que atende pessoas com deficiência intelectual e múltipla e que lutam pelo direito, respeito, e a melhoria na qualidade de vida e a inclusão social.
  A APAE disponibiliza para seus alunos educação básica, laboratório de informática, educação profissional, atendimento psicológico, estimulação precoce, fisioterapia, fonoaudiologia, equiterapia e assistência social. Além de muito carinho e amor a essas pessoas carentes de respeito e reconhecimento pela sociedade.
    Inúmeras famílias de Campina Grande e cidades próximas são beneficiadas pelo atendimento oferecido pela APAE. Onde muitas passam praticamente o dia todo na instituição, tendo-a como sua segunda casa.   
   Ana Rodrigues, 37 anos, tem três filhos cadeirantes: Gabrielle Rodrigues de Moura, Gabriel Rodrigues de Moura e Ingrid Rodrigues de Moura. Ana relata as dificuldades enfrentadas na sua vida cotidiana na cidade de Campina Grande e a cooperação e ajuda da instituição de ensino, para com ela e outras famílias de deficientes.
 “Como tenho três filhos cadeirantes, eu não costumo andar de ônibus eu venho no carro da prefeitura, mas enfrento muita dificuldade a maioria dos locais ainda não são adaptados para cadeirantes, Campina Grande precisa de muitas mudanças. Costumo dizer às pessoas que a APAE é minha segunda casa, tudo que eu preciso a APAE me ajuda. Os meus filhos estudam em escola regular, só fazem na APAE fisioterapia, a Grabielle entrou aqui não sabia fazer nada e hoje está quase andando. A primeira vez quando eu vi andando no andador eu comecei a chorar. Os meus filhos são presentes de Deus eu faço tudo por eles, eu vivo para eles. (sic).”

    Sendo a mais divertida e mais popular dos três Gabrielle nos concedeu uma entrevista:
Repórter:
Gabrielle você gosta da APAE? O que você mais gosta de fazer aqui na APAE? 
 
Gabrielle: Gosto. Gosto mais de fazer fisioterapia.
Pergunto o por quê?

 Gabrielle: no mesmo instante ela baixou sua cabeça e não me respondeu;

Então perguntamos: Gabrielle qual é o seu maior sonho?

Sobre um olha manso e sereno, com os olhos cheios de lágrima ela respondeu:
Gabrielle: ‘’Andar’’

Reportagem: Steniel Vieira 
Apoio: Deise Ribeiro
Edição: Anaisa Gouveia


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